Indumentária, adereços e quartinha

    Indumentária:

    A indumentária da Lavagem do Bonfim reflete a rica mistura de tradições culturais e religiosas presentes nessa festa em Salvador, Bahia, Brasil. Seja as Baianas e os Filhos de Gandhi, à frente do cortejo, os participantes da celebração costumam vestir roupas brancas, que simbolizam a paz e a pureza, características associadas às práticas religiosas afro-brasileiras e ao sincretismo religioso presente na região. 

Saída das baianas da Igreja da Conceição da Praia – Foto: Marcelo Reis, 2010.


  Adereços:

    Além do branco predominante, é comum ver elementos de vestuário relacionados às tradições afro-brasileiras, como turbantes, panos coloridos, colares e pulseiras típicas. Muitos participantes também incorporam elementos que remetem à cultura da capoeira, como cordões e berimbaus. 
Foto: Marcelo Reis, 2010

    A indumentária da Lavagem do Bonfim reflete a diversidade cultural da Bahia, proporcionando um espetáculo visual vibrante e representativo das tradições locais. Essa combinação de vestimentas tradicionais, cores simbólicas e elementos culturais contribui para a atmosfera única e festiva da celebração, que une elementos da religião católica, das tradições afro-brasileiras e da cultura popular.  

Quartinha:

Foto: Marcelo Reis, 2010
    A quartinha, que contém água ritualmente preparada também conhecida como "quartinha de água de cheiro", desempenha um papel significativo na Lavagem do Bonfim. A quartinha é um recipiente utilizado para transportar água perfumada ou "água de cheiro". Durante a celebração, as pessoas costumam encher as quartinhas com água de cheiro e usá-las para lavar as escadarias da Igreja do Bonfim.
 A água de cheiro é preparada com ervas e flores, proporcionando um aroma agradável durante o ritual. Além disso, o ato de lavar as escadarias é considerado uma forma de oferenda e devoção, expressando a fé e o respeito à divindade celebrada na igreja. A quartinha, ao ser utilizada nesse contexto, representa a importância da água purificadora e perfumada como um símbolo de limpeza espiritual e renovação.  
 



Referências: 

NUNES NETO, F. A. A Invenção de Uma Tradição, a Festa do Senhor do Bonfim em jornais baianos. Tese (Doutorado em Cultura e Sociedade) - Faculdade de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, Salvador, p. 107 e 173. 2014 

IPHAN, p. 57, 2014.



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